Você já se imaginou sendo vítima de piadas preconceituosas por causa do seu cabelo?
Preconceito, discriminação e piadas sobre cabelos crespos, negros, mulheres, gays ainda são frequentes no ambiente escolar. Lamentavelmente! Apelidos, comentários maldosos e outras maneiras de ridicularizar os colegas podem deixar marcas dolorosas e muitas vezes trágicas. Esta questão é muito importante e deve merecer toda a atenção dos professores e da escola, no combate ao racismo e preconceitos. Para enfrentar a estigmatização e o bullying a escola deve implementar práticas pedagógicas que propiciem entendimento sobre a importância da diversidade, da empatia e do respeito entre as pessoas.
Pensando nisso, a professora Eliana Cristo de Oliveira percebeu que no ambiente escolar existiam muitas meninas crespas e cacheadas que sofriam com piadas preconceituosas envolvendo os seus cabelos. Incomodada com a situação, ela idealizou o projeto “Coletivo naturalmente cacheada” que, a partir da prática da Iniciação Científica, promoveu e proporcionou ações de protagonismo juvenil, fortalecimento da autoestima e empoderamento de alunas negras da E.E. Professora Leila Mara Avelino, em Sumaré (SP).
Para conhecer o projeto da professora Eliana Cristo de Oliveira na íntegra acesse aqui
Através da disciplina de Protagonismo Juvenil, a professora Eliana montou uma equipe para investigar e coletar dados referente à prática de piadas racistas e preconceituosas na escola. Composto por um grupo de meninas entre brancas, pretas e pardas, formou-se um Clube onde o tema passou a ser abordado como pesquisa de Iniciação Científica, pelo qual várias rodas de conversa foram organizadas para discutirem sobre autoestima, identidade, cabelos crespos e a mulher negra na mídia.
De acordo com a professora, a iniciativa “mobiliza e incentiva os estudantes a fortalecer a autoestima dos jovens negros através da sua identidade, da sua estética negra (cabelo e corpo) e principalmente através da história dos seus ancestrais”, é um projeto voltado para fortalecer o estudando negro e ainda promover a diversidade dentro do ambiente escolar “faz frente às práticas racistas, empodera, promove aceitação, a diversidade e sobretudo trabalha com a Lei 10. 639 de 2003 levando as Africanidades para dentro do espaço escolar”, completa.

Como resultado, as meninas que participaram do clube estavam mais felizes, seguras e empoderadas. A professora Eliana ainda cita “esse projeto foi feito para dizer as estudantes negras, você é linda, tem uma história de vida, e seu lugar também é na academia, nos cargos públicos, nas empresas privadas liderando equipes, ou seja, o seu lugar é onde desejar chegar.” Hoje as estudantes são mais atuantes, líderes, praticam o protagonismo Juvenil, gostam de ler, valorizam a pesquisa, são meninas com a autoestima elevada e com consciência identitária.
O projeto ganhou o prêmio Museu Paulista de Ciências Humanas (em 2018), o Prêmio Criativos da Escola em Fortaleza (em 2018), dois prêmios de 1º Lugar com a pesquisa em Feiras de Ciências na região de Campinas, com uma credencial para participar da FEBRACE, na USP e outros reconhecimentos.
Esta incrível iniciativa está disponível no Banco de Práticas do Instituto Significare e foi selecionada entre os 350 projetos mais Transformadores do Brasil pelo Prêmio Professor Transformador. Inspire-se nessa iniciativa e participe da 2ª edição do Prêmio! Acesse https://significare.org.br/premio/ e inscreva o seu projeto.

* Por medida de segurança de dados, para acessar os projetos do Banco de Práticas é necessário efetuar cadastro. O processo é rápido e a medida preserva as informações dos autores dos projetos.

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