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A Lei de Diretrizes Básicas da Educação (LDB) obriga o Estado a assegurar a igualdade na fase escolar, com práticas que garantam, por exemplo, a acessibilidade na escola. Qualquer aluno com deficiência deve ter uma educação especial com preparação específica por parte dos educadores e da gestão escolar.

Todavia, ainda hoje crianças e adolescentes com alguma necessidade especial apresentam dificuldades na aprendizagem devido muitas escolas não possuírem meios para fornecer educação inclusiva. Kayque Dantas, 21 anos, é portador de uma paralisia cerebral que afetou a sua coordenação motora e por muito tempo precisou utilizar uma prótese para auxiliar na sua locomoção. Ele relembra as dificuldades que sentiu na época de escola:

“Estudei na mesma escola da quinta série ao terceiro ano e ela não tinha acessibilidade nenhuma. Todos os locais do colégio tinham escadas e cada matéria escolar possuía uma sala específica. Era extremamente cansativo ter que me deslocar de uma sala para a outra, muitas vezes no extremo do prédio. Hoje eu trabalho como assistente de RH e curso Psicologia. Diferente da escola, a universidade é totalmente acessível e isso é muito importante.”

Aluno deficiente

Kayque com a sua prótese Foto: Arquivo pessoal

É um verdadeiro desafio para os pedagogos e educadores prepararem aulas que se encaixem na diversidade, pois cada aluno com um tipo de deficiência precisa de uma abordagem específica. O Instituto Rodrigo Mendes tem o DIVERSA, uma iniciativa em parceria com o Ministério da Educação (MEC). O programa tem como objetivo apoiar as redes de ensino no atendimento à estudantes com deficiência em escolas comuns. Um desses projetos foi iniciado com o professor de inglês e coreografo de dança contemporânea, Marcos Pitanga, quando teve de lidar com um desafio ao entrar na rede pública. O aluno João, com deficiência física, queria participar do seu projeto “Cidadão Dançante”. O professor teve de se adaptar e reinventar para incluir o menino no seu espetáculo:

“Foi um soco no estômago porque eu tive que ressignificar tudo. Eu jamais imaginei dessa possibilidade de fazer um trabalho com dança, e contemporânea ainda por cima, com um cadeirante. Fiquei uma semana sem dormir tendo de pensar nisso, mas no fim tudo valeu a pena.” comentou Pitanga ao Jornal Hora News, da Rede Record. Veja o vídeo da reportagem abaixo:

 

Um dos princípios da educação inclusiva é que toda pessoa, independente de quais forem suas particularidades sensoriais, físicas ou intelectuais, deve aprender. Para isso ser concluído é preciso de um trabalho em conjunto entre políticas públicas, gestão escolar, familiar e estratégias pedagógicas, além de outras dimensões como a formação de educadores e serviços de apoio.

Somente com uma educação inclusiva de qualidade, o direito de todos à educação será garantido. Os educadores têm a tarefa de auxiliar na reorganização das escolas para garantir e qualificar socialmente todos os estudantes, enfrentando os desafios da convivência com pessoas diferentes em espaços comuns, colocando-os como verdadeiros cidadãos na sociedade.

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